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Experiência estética: "O Caipira picando fumo"



A Experiência estética se caracteriza quando um indivíduo se relaciona com uma obra de arte de tal maneira que o conteúdo desta lhe proporciona sensações, lembranças ou qualquer um outro sentimento bom ou não nesta fração de hora frente a obra.

A Primeira e talvez a mais significativa experiência estética que tive foi no 1º ou 2º ano do ensino médio na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em uma excursão da escola onde estudava. Me lembro que no museu tinha uma sala com alguns quadros de um "cara" chamado Almeida Junior e uma das pinturas era a de um "homem sentado com algum bagulho nas mãos". Eu não sabia muito bem o que aquilo significava, mas o legal foi ver aquele enorme quadro que sempre estava nas ilustrações dos livros de português ou história de pertinho.


Aproveitando o gancho...

É claro que hoje já visitei varias outras vezes a Pinacoteca e conheço bem o trabalho deste grande artistas Paulista. Aproveitando a passagem do evento da festa junina (dia 8) na escola onde trabalho, trouxe para meus alunos o quadro do "Caipira picando fumo" e outras referencias de ilustrações de pessoas que fizeram seu personagem caipira (como Mauricio de Sousa) e discutimos quem são os caipiras e logo se desdobrou em uma atividade com recortes.

E aproveitando o gancho do mês das festas juninas decidi entrar na onda das releituras e fiz a ilustração da obra com um de meus personagens Ghoto o gato em Ilustração do mês.

NÃO DEIXEM DE CONFERIR E SE GOSTOU DEIXE SEU COMENTÁRIO ABAIXO!

Discussão: O que se espera de uma criança

Muito Bem, começarei a postar assuntos que diz respeito a educação ou arte educação. Por que se estou vivenciando varias coisas na escola onde eu trabalho e aprendendo bastante com meus alunos por que não discutir e deixar minhas idéias aqui.

E para a primeira publicação sobre o assunto trouxe uma imagem que me chamou muito a atenção esta semana. Vamos lá!

O que se espera de uma criança


A imagem ao lado é o resultado de uma atividade proposta para alunos do 1º ano do fund I, sendo a proposta criar uma ideia de história em quadrinhos. Pedi para que os alunos dividisse a folha em quatro partes e que iniciasse pelo primeiro quadro e seguisse em sequencia até o quarto quadro. Claro, depois de eu já ter explicado sobre desenho, depois, desenho animado e desenho em quadrinhos. Na segunda aula ensinei aos alunos o que era um personagem, dei exemplos e propus que eles fizessem outros quadrinhos, mas agora com os personagens estipulados: PAI, MÃE E FILHO(S).

Narrativa visual

Nesta idade eles não sabem muito escrever outra coisa que não seja o nome, mas sabem como contar uma história muito bem. E se deixar ficam bastante tempo te contando aquela história que nunca acaba. A maioria das pessoas adultas, por exemplo, que olha esta imagem sente a necessidade de que tenha um texto nela e que o texto explique o que ele esta vendo. Entretanto, será que precisa?

E se mesmo que na proposta da atividade não precisasse para dividir a folha em quatro partes provavelmente a história seria a mesma. Ou não, por que as crianças têm a capacidade de criar a todo momento uma história nova. Confesso que fico muito incomodado que eles não utilizam o espaço todo da folha, no entanto se a habilidade dele for contar uma grande história com pouca imagem então realmente menos é o suficiente e basta. Talvez seja eu que devo olhar com mais calma para a imagem.

Por que essas cores Julia?

Quem conhece sobre o estudo das cores logo notará que para uma ilustração estas cores estão muito bem equilibradas. Esta combinação de cores que ela usou em cada quadro pode se chamar de cores complementares, que em resumo seriam duas cores que misturas obtemos o preto, branco ou alguma graduação de cinza. Genial! Perceba que esse código resume todo o trabalho que ela fez. E precisa de mais alguma coisa?

O que a aluna me respondeu foi que as cores que ela usou foram cores que ela quis usar e só.

Não deixe de assistir: " A crucifixão"



Este vídeo é o resultado de um trabalho proposto pela professora Solange Utuari, da matéria de Mediação Arte-publico, na proposta de curadoria educativa, realizado pelo grupo do primeiro semestre ( 1ºB) da Universidade Cruzeiro do Sul de São miguel, de 2010.

Nosso grupo elaborou o vídeo com o tema " A Crucifixão" (S. Mateus. cap.27; ver. 32), onde reunimos pinturas referente ao tema, realizada por diversos artistas em diferentes épocas: desde o estilo clássico até a arte moderna.

Em meados do vídeo nos focamos numa Mediação. Escolhemos uma determinada obra onde com ela propomos a interação do publico (tele espectador). Para isto nos orientamos no método de mediação de OTT ( Robert Willian ): aquecendo, analisando, interpretando, revelando, fundamentando. Contudo instigando o publico a um olhar mais critico.

O vídeo se passa na trilha sonora Reflections, da banda de rock Norte-americana After Forever, portanto vale a pena dar uma olhadinha no vídeo. E se você gostou deixe seu comentário no final.

Agradeço sua atenção =)

Die

Discussão: " O que é a beleza na Arte?"


Ao observamos a obra Interior de pobres II , produzida por Lasar Segall em 1921, logo
percebemos que esta não esta nos padrões de beleza que muita gente acredita ser. Muitos diriam que este é um quadro “feio” e não lhe daria o tempo de parar e refletir sobre o mesmo.
De fato este é um quadro que não tem padrão algum com a beleza. Suas formas são
irregulares, os rostos não são perfeitos e a perspectiva não esta bem resolvida. Estas discussões abrem a questão: “O que é beleza afinal?”.
O belo foi um assunto muito falado nas aulas de Filosofia da Arte , pois este é um assunto
muito importante a ser discutido quando se trata da arte, do século XVIII até os dias atuais.
Em 1750 o alemão Baumgarten foi o primeiro a usar o termo estética para se referir a arte. A noção de estética, quando formulada e desenvolvida nos séculos XVIII e XIX, pressuponha: que arte é produto da sensibilidade, da imaginação e da inspiração do artista e que sua finalidade é a
contemplação; que a arte do lado do artista é a busca do belo (e não do útil nem do agradável o
prazeroso), do lado do público é a avaliação ou o julgamento de beleza atingido pela obra; e que
belo é diferente do verdadeiro.

De fato, a arte deixou de ser pensadas exclusivamente do ponto de vista da produção da
beleza para serem vistas sob outras perspectivas, tais como expressão de emoções e desejos,
interpretação e crítica da realidade social, atividade criadora de procedimentos inéditos para a
invenção de objetos artísticos, etc. Essa mudança fez com que a idéia de gosto e de beleza
perdessem o privilégio estético e que a estética se aproximasse cada vez mais da idéia de poética, a arte como trabalho, e não como contemplação e sensibilidade, fantasia e ilusão.

Enfim, esta idéia de julgamento de uma obra de arte faz com que a obra Interior de pobres II
seja um belo exemplo de como uma obra de arte pode ser boa mesmo não atingindo um padrão de beleza que muita gente acredita ser quando se trata de quadros.


REFLEXÃO PESSOAL DA OBRA

Ao olharmos atentamente a obra, remetemos em lembranças de sofrimento , carência e
pobreza. Devido as cores muito carregadas, predominantes tons de marrons e pretos podemos
reforçar esta conclusão. Esta é uma cena tipica do cotidiano de muitas pessoas no mundo, onde
encontramos pais de família desempregados, com poucas condições dar o alimento suficiente para a
família. E foi por conta disso que este quadro me chamou muito atenção. Este me fez lembra da



época que vivi com minha família por situações parecidas com as visivelmente expressas.

Outra coisa que me chamou bastante a atenção foi o olhar destas pessoas. Um olhar
deprimente, pedindo ajuda. De certa forma podemos relacionar estes rostos com os expressos em
Guernica de Picasso: rostos distorcidos e desesperados devido a guerra e ao sofrimento das
famílias. Percebe-se que a época em que ambas foram pintadas são semelhantes – são apenas dez

nos de diferença – prova de que o mundo passava por situações de guerras e pobrezas. Este foi um

assunto muito retratado por artistas da época.

Nos momento em que Segall pintou este quadro ele estava na Alemanha, que se recuperava do
impacto da Primeira Guerra Mundial. Com a popularização crescente da fotografia os artista não se
preocupavam com a perfeição das formas, e sim com a sentimento que ela iria nos remeter.
Ainda hoje, aproximadamente 90 anos que Segall pintou este quadro, esta continua a impactar o
publico com o tema que se percebe em qualquer parte do mundo.